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PASTOS BONS

Pastos Bons!
A tradição é a única quanto a penetração do território e que foram os pernambucanos e baianos os primeiros a se estabelecerem no município.
Conserva o nome que lhe deram os primeiros bandeirantes – Pastos Bons.
Os aludidos bandeirantes criadores, fixando-se no território, edificaram uma Igreja, também fizeram plantações e pastagens.
Não existem tribos indígenas no município ocorre, contudo a tradição de haver existido a tribo dos Amanajós, estabelecidos na serra que fica a Noroeste da vila. Trata-se de íncolas loiros, de olhos azuis na sua maioria, que se originavam, talvez, de alguns sobreviventes holandeses dos naufrágios da costa atlântica.
Ignora-se época em que desapareceram referidos selvagens.
O elemento negro prestou grande contribuição no devassamento do território do município.
Varias foram as fazendas de escravos aqui instaladas, tendo esse elemento contribuindo fortemente na tarefa de plantar e devassar a terra.
Pernambucanos e baianos, transpondo o rio Parnaíba, fundaram uma vila qual deu o nome de Pastos-Bons-denominação que se estendeu a toda região ao Norte até São José dos Matões e a Oeste até o Tocantins e além – Para o Sul até ás cabeceiras do Paratinga (Manoel Alves Grande) e as do Parnaíba. Diz Carlota Carvalho: “Pastos-Bons foi então uma denominação regional geral, dada pelos ocupantes à imensa extensão de campos abertos para o Ocidente, em uma sucessão pasmosa em que ao bom sucedia o melhor”. Após o povoamento do alto sertão, com sub-denominações locais, somente o ponto inicial das entradas ficou sendo chamado de Pastos-Bons.
Os primeiros povoadores vieram de Pernambuco e da Bahia – Foram os conquistadores do sertão: isso em 1764, data gravada no frontispício do templo católico. Criadores de gado foram os primeiros povoadores, situaram fazendas em toda a região. Com a fundação de Pastos Bons os habitantes de Caxias à margem do Itapecuru, subiram para o agreste à procura dos afamados campos para os seus rebanhos.
Pouco depois da proclamação da Independência, seus habitantes se manifestaram contrários à autoridade do Imperador Pedro I, tentando criar a República de Pastos Bons, que chegou a ter inclusive carta constitucional e bandeira, mas não passou de um sonho. A partir do século XIX, perdeu parte de seu território para a constituição de Mirador (1870), Loreto (1873), Nova Iorque (1890), Alto Parnaíba (1881) e Benedito Leite (1919). Já na primeira metade do séc. XX, acende em Pastos Bons a rivalidade entre duas oligarquias locais, entre as famílias Teixeira e Neiva, disputando o poder a nível municipal e estadual. Nesta época, Pastos Bons chegou a ter um Senador, José Neiva, e dois deputados, Themístocles Teixeira e seu irmão, Theoplistes Teixeira. O poder da família Teixeira durou até 1978, quando surge uma nova figura política, José Gonçalo de Sousa. Em seguida, José Gonçalo elege seu sucessor, Luíz Mota (Marizo), sendo este sucedido por o filho de José Gonçalo, Dr. Elizabeth Gonçalo. Depois de mais um mandato de Marizo, Elizabeth é eleito para mais dois mandatos consecutivos, sucedido por dois mandatos consecutivos de Enoque Mota, filho de Marizo, elegendo em 2012, Iriane Gonçalo, filha de José Gonçalo e irmã de Dr. Elizabeth.

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