Empresário registrou denúncia e já foi até a sede do Núcleo de Combate a Corrupção da Polícia Civil depor sobre o caso; Arimateia e suas filhas também irão depor
O jornalista Arimateia Azevedo, proprietário do site Portal AZ e sua sócia, que é a sua filha Maria Tereza Azevedo, estão sendo investigados por acusação de fraude e falsidade ideológica junto ao Núcleo de Combate a Corrupção da Polícia Civil do Estado do Piauí.
Após denúncia protocolado por um empresário piauiense, de fevereiro de 2019, o núcleo de combate a corrupção da polícia desencadeou uma profunda investigação sobre as vultosas quantias pagas ao Portal AZ em um determinado período de tempo.
O corpo da denúncia levanta várias suspeitas e, segundo o empresário, possui provas contundentes de que o jornalista Arimateia Azevedo teria recebido durante muitos anos grandes quantias de dinheiro público por serviços, que, supostamente, não estariam sendo prestados juntos ao Governo do Estado.

A denúncia diz que o jornalista e seu portal, inclusive, continuam recebendo pagamentos de forma indevida até hoje. Seria um esquema de desvio de dinheiro público, segundo a denúncia, que traz ainda, um fato que já teria sido comprovado pela Policia Civil do Piauí: de que o jornalista e sua empresa cometeram uma grave fraude apresentando certidão falsa da receita federal.
É um crime tipificado no código penal com pena de até seis anos. Conforme a legislação que ampara as contratações públicas, uma empresa somente pode ser contratada, bem como receber recursos públicos se estiver em condições regulares junto ao fisco Federal, Estadual e Municipal.
As empresas de Arimateia Azevedo e suas filhas, Maria Tereza Azevedo e Haidyne Azevedo, sob os CNPJ 05.498.315/0001-24 e 14.157.565/0001-91, receberam, de acordo com a denúncia deste empresário, sem qualquer regularidade fiscal, quase R$ 4.200.000,00 entre os anos de 2008 e 2016, para serviços de publicidade no Portal AZ.

Só em 2017 o jornalista proprietário do Portal AZ, Arimateia Azevedo, teria apresentado certidão falsificada da receita federal por pelo menos trinta e duas vezes para recebimento de pagamentos junto à órgãos públicos. A Polícia Civil agora busca saber se houve de fato a prestação dos serviços que justifique o pagamento de quase R$ 800.000,00 para as empresas da família Azevedo.
Os suspeitos deverão ser ouvidos em breve. Por telefone, a reportagem do OitoMeia não conseguiu falar com Arimateia Azevedo e suas filhas. O espaço está aberto caso queiram enviar suas versões sobre a denúncia do empresário, que pediu para não ter seu nome identificado e cedeu parte do seu depoimento prestado ao Núcleo de Combate a Corrupção da Polícia Civil do Estado do Piauí. Confira abaixo:


Via Portal Oito e Meia








