Integrante de um bloco de oposição ao governador Carlos Brandão (PSB) que se formou na Assembleia Legislativa recentemente, o deputado Rodrigo Lago (PC do B) admitiu ter o pai, o ex-deputado Aderson Lago, empregado em um cargo comisisonado no Palácio dos Leões.
Em resposta encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar cravou, sem citar nome: “Em resposta ao Memo n° 8012024, venho informar à Vossa Excelência que atualmente existe parente meu, até o 3° (terceiro) grau, nomeado em cargo em comissão ou função de confiança de assessoramento no Poder Executivo, porém a nomeação ocorreu em momento bastante anterior ao próprio registro de minha candidatura ao cargo de deputado estadual, quando eu não ocupava qualquer cargo. emprego ou função pública”.
Aderson é lotado na Casa Civil, chefiada pelo tucano Sebastião Madeira, ex-prefeito de Imperatriz.
Moraes, em decisão prolatada ontem (reveja e reveja), determinou a exoneração de três diretores da Assembleia Legislativa ao atender uma Reclamação do partido Solidariedade, do deputado Othelino Neto, também oposição à Brandão, apontando suposto nepotismo cruzado.
Além de Lago e Othelino, o ministro determinou que outros deputados e deputadas encaminhem a ele, em até 48 horas, informações sobre parentes seus lotados no Governo.
São eles: Yglésio Moyses (PRTB), Mical Damasceno (PSD), Rildo Amaral (PP), Fabiana Vilar, Aluizio Santos, Rosângela Vidal e Vinicius Louro – estes quatro últimos do PL.
O ministro cita, ainda, outros casos classificados por ele de nepotismo cruzado envolvendo os deputados Francisco Nagib (cuja esposa, Agnes Sales Bacelar Oliveira, é subsecretária de Articulação Política); Ricardo Rios (Diana Ribeiro Pearce Guimarães , Assessora Especial – SEDUC.); Ana do Gás (Paulo Silas Pereira Silva, Assessor Sênior na Secretaria Estadual de Saúde (SES/SAAJ/AJA); Leandro Bello (Andre Bello de Sa Rosas Costa, Adjunto da Representação do Vice-Governador; Ana Carolina Ferraz Castilho Bello, Assessora Clínica/EMSERH); e Abigail Cunha de Almeida Sousa – Ilânia Sandra Telis de Sousa, assessora jurídica; Thallytiane de Nazaré Almeida Ramada, auxiliar de serviços).
No entanto, não determinou as exonerações dos citados.
GLAUCIO ERICEIRA









